Friday, January 29, 2016

Diário de Viagem: Jamaica

Quem viu meu comentário no álbum de fotos no facebook já sabe, minha viagem para a Jamaica foi assim.. um tanto tumultuada.

Tudo começou com os atrasos e cancelamentos de vôos, que nessa época do ano são muito comuns para quem está viajando na America do Norte (por questões meteorológicas). Nessa hora vale ser esperto e ligar para a companhia aérea imediatamente e decidirem juntos o que fazer. Nesse caso, o Devin conseguiu que colocassem a gente num vôo passando por Miami ao invés de Dallas e sabíamos que assim estaríamos evitando toda a confusão por causa do mal tempo. A família dele já não teve tanta sorte e acabou chegando na Jamaica um dia depois do esperado.

Chegamos em Montego Bay, no Norte da ilha, no dia 28. Alugamos um carro e também uma casa através do Airbnb (desde que começamos a planejar essa viajem eu sabia que não queria ficar em resort). A casa que escolhemos tinha uma vista para o mar linda e já de cara fomos recepcionados pela nossa cozinheira (que também arrumava nossas camas e lavava nossas roupas, muito chique!) e nosso jardineiro (eu ainda tenho dificuldade em entender a função dele na casa, mas tudo bem). Airbnb não e como um hotel, então eu sabia que precisava levar xampu e sabonete, mas confesso que fiquei surpresa quando encontrei apenas um rolo de papel higiênico numa casa com quatro banheiros… Assim, fomos as compras.


Nossa cozinheira nos levou para o super mercado. A maioria dos produtos eram conhecidos e como eu não entendia a conversão de dinheiro muito bem ainda, só fui colocando coisas no carrinho. No caixa eu aprendi: a Jamaica é cara! - o que eu acredito seja devido ao fato de que a Jamaica é como o Havaí, é uma ilha, onde pouco é produzido, muito é importado. 

Como já estava um tanto tarde, fomos jantar num restaurante pertinho de onde estávamos hospedados, o Scotchie's. O lugar e ótimo, mas saímos de lá esfumados. Isso porque a carne é assada ali, na frente do cliente, apenas coberta por papel alumínio. Experimentamos o prato típico: Jerk chicken (frango temperado com um molho parecido com o americano barbecue sauce, mas com uma pimentinha diferente), batata doce e festivals (um bolinho frito de farinha que eu achei parecido com a orelhinha de gato brasileira) - uma delicia! E claro... cerveja jamaicana Red Stripe. 

No nosso primeiro dia para explorar a ilha fomos à Negril, na pontinha mais oeste da ilha. Visitamos o hotel Rockhouse. Ali, mesmo não sendo hóspedes, podemos aproveitar a vista e o mar ( na verdade não pedimos permissão, mas ninguém nos chutou de lá, e também não tivemos que pagar para entrar). O restaurante também oferece boa comida, o sanduíche de marlin é ma-ra-vi-lho-so!





Na volta paramos no Margaritaville (bar e restaurante) na 7 Miles Beach, também em Negril. Praia legal mas se sair dos “limites” do Margaritaville para uma caminhada prepare-se para ser importunado por qualquer um que queira lhe vender alguma coisa, seja um pulseira ou mesmo maconha, que apesar dos apesares, continua sendo ilegal em toda a Jamaica. Um Não educado, porém firme, normalmente é o bastante para lhe deixarem em paz.


No dia seguinte conhecemos o Margaritaville na Hip Strip de Montego Bay. Um prédio de dois pisos com uma doca para o mar e um tobogã e cama elástica inflável. Super recomendado, especialmente se chegar mais cedo, quando o lugar está praticamente vazio. 

A família do Devin chegou no dia 30 à tarde, e foi aí que a minha articulação temporomandibular (ATM) começou a incomodar mesmo!! Uma noite mal dormida no avião e a minha mandíbula doía, e doía muito… Como eu já tive o mesmo problema 5 anos atrás eu já sabia do que se tratava e não me desesperei achando que tinha uma dor de dente ou uma infecção no ouvido. Dois dias de muita compressa de gelo, noites sem dormir, e medicamentos contra dor depois, eu melhorei!!! Bem à tempo de aproveitar e encarar o que o resto da viajem nos prometia. 

Decidimos visitar o sudoeste da ilha e para isso cortamos caminhos pelas curvas e montanhas do meio da ilha, passando por pequenos vilarejos e paisagens tropicais deslumbrantes. Por conta dos buracos na estrada, levamos muito mais tempo do que o esperado. Finalmente chegamos nas YS Falls. São $17,00 (dólares, por pessoa) para entrar no parque. As cachoeiras não seriam impressionantes se não fossem as piscinas que se formavam de água cor turquesa. Piscinas de águas naturais, flora espetacular e gente bacana. Recomendado para quem está buscando um dia de sossego na ilha. Também foi o lugar onde eu encontrei os melhore souvenirs. O restaurante não oferece muitas opções, mas o lugar tem muitas mesas de picnic para quem trouxe um lanchinho de casa.


O passeio continuou e fomos até Treasure Beach no Sul da ilha, passando por Black River. O Devin tinha cismado que queria ir num tal de Pelican Bar por lá. O bar se trata de um barraquinho no meio do mar do Caribe. O único problema é chegar lá. O bar não é assim tão longe da praia, mas em uma região não desenvolvida da praia onde não se tem acesso de carro. O jeito é encontrar um pescador em um dos restaurantes em Treasure Beach que por $40,00 (dólares, por pessoa) te leve até o bar de barco. São uns 30 minutos só de ida. Voltamos antes do sol se pôr, por motivos de segurança. Aliás, o pôr do sol desse lado da ilha é magico (o que não podemos ver de Montego Bay).




Na volta optamos pela rodovia do litoral, em melhores condições e mais iluminada. Nem por isso evitamos problemas, pois fomos parados por policiais duas vezes! Da primeira vez por excesso de velocidade - até entendo, talvez estávamos acima do permitido, mas foi porque não vimos placas de sinalização. Passamos à prestar mais atenção e da segunda vez em que fomos parados questionamos o motivo, sendo que não estávamos acima do limite de velocidade e o Devin mostrou a multa que ganhamos ao policial. Os dois policias trocaram palavras entre si e um deles nos disse que fomos parados somente por rotina. Ele pediu para o Devin abrir o porta-malas mas os policias não procuraram por nada. O engraçado é que presenciamos vários motoristas muito acima do limite de velocidade e ninguém mais foi parado, o que me leva a acreditar que os policias sabem identificar quando um carro é alugado e estão apenas em busca de dinheiro de turistas bobos igual nós. Os policias são muito bem armados e gostam de tirar uma com a nossa cara. Não espere profissionalismo, apenas copere.

No próximo dia decidimos dirigir para o Leste de Montego Bay. A cidade de Ocho Rios pareceu ser muito mais desenvolvida que outros lugares em que estivemos. As ruas, os prédios e o comércio pareciam ser mais organizados. Visitamos o Shaw Garden Park (com o melhor custo benefício até então, $10,00 de entrada). O lugar é um jardim botânico localizado numa propriedade que anos atrás foi um hotel. A vista de lá é incrível. O jardim é uma coleção de flores e outras plantas tropicais do mundo todo trazidas ali pelos antigos proprietários do hotel. O nosso guia, Richard Silvera, foi um amor de pessoa conosco e ele sabe tudo daquele jardim. Um passeio muito gostoso para os olhos e o olfato.



Nosso último dia na Jamaica nós passamos em Doctor’s Cave Beach. Uma praia particular e lindíssima. Para entrar custam $6,00 (dólares). Cadeiras de praia, guarda-sol, etc, tudo custa $6,00 cada para alugar. A praia possui um restaurante e os garçons te servem ali na areia mesmo (cuidado para não se empolgar nos gastos). Uma salva de palmas para o wrap de camarão e o cheeseburger de caranguejo! Passamos o dia todo por lá.



Por fim, tivemos um episódio muito desagradável com a companhia de aluguel de carro (a Budget). O inspetor nos acusou de ter utilizado o pneu reserva e ter consertado o pneu original em algum outro lugar. Tivemos que pagar por um pneu novo para poder sair dali e pegar o nosso vôo. Voltamos da Jamaica com um pepino nas nossas mãos e agora estamos contestando o custo do pneu no nosso cartão de crédito (ninguém merece).

No mais, voltamos com um bronzeado bacana para começar o ano e muitas histórias para contar. Histórias que eu espero daqui um tempo poder contar dando risada...

Fatos e dicas:

- Algumas (mas não todas) estradas serão esburacadas. As rodovias do litoral são muito melhores que as do interior da ilha.
- Vai ser difícil encontrar o restaurante que você leu à respeito na internet apenas olhando num mapa e quando você chegar lá ele poderá estar fechado - e não existe explicação para isso (tenha paciência, em todas as horas de todos os dias)
- Na Jamaica o consumidor NÃO está sempre certo, aliás, comparado ao costumer service dos Estados Unidos acho que todos os outros lugares dão a desejar. Eu é que estou mal acostumada
- "Desculpe eu não trouxe o seu cheeseburger" significa apenas isso, não que eles vão fazer o cheeseburger agora mesmo e trazê-lo em seguida. Nessa situação você tem três escolhas: 1)pagar por outro cheeseburger e esperar que esse venha à mesa; 2)sair do restaurante com fome; ou 3)rodar a baiana até lhe darem um maldito cheeseburger. Eu rodei a baiana (lógico), uma hora e meia depois eu comi o meu cheeseburger. Pelo menos era gostoso! 
- Se quiser evitar dor de cabeça com a polícia o melhor é não dirigir longas distâncias à noite
- Nos arredores de pontos super turísticos você será importunado
- Em muitos restaurantes a gorjeta já está inclusa na conta
- Ironicamente, encontrar uma praia pública é difícil, pelo menos comparado ao Brasil. Hotéis, restaurantes e bares ficam na praia, então é como você estivesse na propriedade deles
- Se encontrar uma praia, aproveite. Encontramos uma tal de Fantasy Beach entre Montego Bay e Ocho Rios. Não tinham turistas, então também não tinham vendedores, e os Jamaicanos que estavam lá não poderiam dar menos importância ao fato que estacamos ali. Foi ótimo!
- Por lá também existe racionamento de água, questione isso antes de alugar uma casa (acredito que a situação em resorts seja diferente)
- Nada que te oferecem é de graça, nem mesmo o cara tirando fotos no Margaritaville, fique atento
- Fique atento também às atividades no seu cartão de crédito, clonagem de cartão acontece 

Moeda: O dólar americano é aceito em todos os estabelecimentos e também como gorjeta

Compras: os souvenirs são na maioria muito bregas. Trouxemos para casa garrafinhas de rum Jamaicano para dar de presente. Também comprei uma bolsa de palha que eu já tinha visto online antes de ir, só foi meio complicadinho trazê-la no avião

Comida: É muito mais fácil comer frango do que comer frutos do mar na Jamaica. O preço é parecido com o de restaurantes americanos, ou seja, salgado...

Clima: Perfeito! Calor sem exagero de temperaturas

O que levar: Muitos trajes de banho, roupas leves de verão, protetor solar, chinelo, enfim... é praia. Porém é bom levar um ou dois casacos leves (ou manga longa). Em alguns lugares um repelente também se faz necessário à noite

Veredito: Mais ou menos recomendado... A Jamaica é linda, o mar é deslumbrante e a ilha cheia de atrativos. Em oito dias não conseguimos fazer nem perto da metade da metade que o país oferece. Em parte é porque o sol se põe relativamente cedo em torno das 6 horas da tarde, e ninguém recomenda estar na rua quando está escuro (nós passamos pela situação com os policiais). Tudo é pago. Entradas em praias, parques, passeios custam em média 20 dólares por pessoa. Apesar dos Jamaicanos terem fama de serem gente boa, infelizmente turista acaba sendo importunado pra caramba. Fica difícil saber se a pessoa está realmente sendo legal e tentando te ajudar ou se ela está tentando tirar vantagem de você.

A Jamaica para mim combina mais para quem tem um perfil aventureiro, não necessariamente ideal para quem está viajando com a família. A não ser, claro, se você optar por ficar num resort, usar o transporte providenciado pelo hotel e se limitar aos pontos de um pacote turístico. Caso você é mais um explorador como eu e optar por fazer as suas próprias férias, não esqueça de levar na mala o item mais importante que você vai precisar na Jamaica: paciência! 

Saturday, January 9, 2016

O Que Eu Sei Aos 20 E Tantos Anos E Diria Para Mim Quando Adolescente

Já pensou se você pudesse voltar no tempo e fazer tudo de novo? O que você faria diferente? O que você não mudaria de jeito nenhum? Do que você se arrepende? Do que você se orgulha? Você deixou de fazer alguma coisa que acha que iria te ajudar hoje a estar numa situação diferente? Eu me peguei diversas vezes pensando nesse assunto. Da mesma maneira, eu queria que a versão de 45 anos de mim mesma aparecesse na minha porta agora e falasse: “Juju, força na peruca! Continua fazendo o que você está fazendo, exatamente do jeito que você esta fazendo, porque tudo vai dar certo no final!” ou então: “Você está totalmente perdendo tempo com isso”. Infelizmente a humanidade ainda não descobriu tamanha tecnologia, a de prever o nosso futuro. Mesmo sabendo que a vida é feita para ser explorada e descoberta e aquele blábláblá todo, e mesmo sabendo que tudo o que aconteceu, de uma forma ou outra, me fizeram chegar aqui, mesmo sabendo de tudo isso eu ainda penso “e se eu pudesse voltar atrás…” 

Então, o que me resta é colocar no papel (ou no screen) todas as coisas que eu diria para mim mesma, algumas coisas eu faria exatamente do mesmo jeito e algumas coisas eu faria diferente. Escrevendo talvez eu esteja ajudando alguém, ou até ajudando à mim mesma reafirmando tudo o que eu aprendi até hoje. 

20 Coisas que eu diria para mim mesma à 15 anos atrás: 

1. Não perca tempo com meninos que fazem você se sentir uma merda. Alguns meninos vão passar na sua vida e vão realmente gostar de você, dê uma chance à eles ;) 

2. Não perca tempo com “amigos” que fazem você se sentir uma merda. Dê valor ao seus amigos que podem não ser tão populares na escola, mas com quem você se sente à vontade para ser o seu eu mais idiota

3. Passe mais tempo aprendendo a letra das músicas das suas bandas favoritas, assistindo filmes e seriados que você gosta e lendo livros dos seus gêneros e autores favoritos

4. Cultive seus hobbies. Seja um nerd total nos assuntos que te interessam

5. Revele as fotos que você tira. Coloque as fotos em álbúms

6. A escola “sozinha" não vai te levar muito longe pessoalmente ou profissionalmente. Invista parte de seu tempo desenvolvendo aptidões que você não aprende em sala de aula

7. Faça trabalho voluntário. Poucas outras coisas na vida são tão gratificantes

8. Trabalhe, mesmo que seja de graça, peça apenas por uma carta de recomendação. Você terá vantagem sobre outros candidatos quando for procurar pelo seu primeiro emprego e aprenderá muito

9. Crie. Crie uma história em quadrinhos, uma música, uma máquina… Exercite a sua criatividade sem medo

10. Passe mais tempo com os seus avós. Aprenda a história da sua família

11. Aprenda com os seus pais. Aquele salgado que a sua mãe faz em dia de festa? Aprenda a fazê-lo também

12. Passe mais tempo com a natureza e os animais, futuras gerações não terão a mesma oportunidade

13. Não deixe que ninguém te faça sentir como que se você não fosse bom o bastante. Você é o suficiente. Lembre-se disso!

14. Pratique uma atividade física regularmente. Será mais fácil no futuro se você começar agora

15. Use saia curta, decote e barriga de fora (mas não tudo ao mesmo tempo)

16. Tudo bem se você não quiser usar salto alto hoje, ou nunca. A vida é muito mais gostosa de se dançar quando os seus pés não estão doendo

17. Estar entediado é para gente entediosa. Faça "programas de índio" com seus amigos, seja idiota

18. Ria de si mesmo. Não dê risada dos outros

19. Reclame menos

20. Acredite! No final tudo dá certo, tenha fé

E você? O que você agregaria à lista? O que você diria para você mesma se pudesse voltar no tempo?


Feirinha!

Uma das minhas coisas favoritas de se fazer é passear em feiras ou mercados, os chamados markets. Não importa se seja comida, roupa, artesanato... Me solta na feira e me busca amanhã! Quando eu viajo, eu sempre busco algum tipo de feira ou se não, ruas de comércio cheia de lojinhas que é sempre onde eu compro artigos de decoração para a casa e a muitas das peças do meu guarda-roupa.

Essas fotos são de um fim de semana atrás, quando eu resolvi visitar o Mexican Street Market, no centro de Los Angeles. Foi um passeio super gostoso, um lugar cheio de cultura e cores, você até pensa que está mesmo no México!


Máscara de Luchadores 


O marido vai junto, mas só vai atrás de comida.

Mini-pinãda, fofa!

E essa Chiquinha?

Pausa para me abanar com o meu leque novo.


Olha ele aí de novo, comprando tacos.





E esse foi o resultado da feira: vestido mexicano fofo que eu desejava à tempos, cintinho para usar com o vestido e bandeirinhas para decorar a casa (ou o pátio) em dia de festa!

Como disse antes, adoro comprar peças diferentes em feiras de todo lugar, são sempre uma lembrança boa e rendem uma boa conversa cada vez que você recebe um elogio.