Saturday, July 28, 2018

Diário de Viagem: Praga! - Senta aí que lá vem postão!


Ao todo, passamos três dias em Praga. É impossível lembrar tudo, mas estou deixando aqui registrado as coisas que mais me marcaram. Para ficar mais fácil, eu separei por categorias.

Transporte:
Chegamos em Praga durante o dia, então queríamos economizar no transporte para chegar até o nosso hotel e não usar taxi. Encontrei na internet um tal de Express Bus (não tinha trem). Chegando no aeroporto, nós começamos a seguir os desenhos de ônibus. Quando chegamos no ponto eu não tinha idéia do que fazer, apenas sabia para onde tínhamos que ir. Para a nossa sorte, uma moça checa muito simpática nos ajudou à comprar as passagens. A gente acabou descobrindo que aquele era o ônibus público mesmo, não o Express. Só foi possível porque a moça nos ajudou durante o percurso inteiro, mas no fim acabamos economizando bastante.
Em Praga, fizemos tudo à pé. Acabamos pegando um taxi só. Eu li que os taxistas são meio sacanas e cobram mais do que deveriam. Nós não tivemos nenhum problema porque pedimos o taxi no hotel mesmo e perguntamos o preço antes de embarcarmos.
Depois disso, de Praga até o nosso próximo destino nós fomos de trem. Então do hotel até a ferroviária nós pegamos o metrô. A conclusão é de que o transporte público é limitado. Prefira hotéis em lugares centrais para ser mais fácil.

Hotéis: 
Hotel Grandium ou Yasmin: Primeiramente ficamos confusos porque o hotel tinha dois nomes. Encontramos esse hotel 4 estrelas no Hotwire, que eu usei pela primeira vez. O lobby do hotel é bonito, os quartos de tamanho bom e o café da manhã que está incluso oferece uma boa variedade. Inclusive algumas coisas com as quais eu sou bem familiarizada, como cuca e sonho de mus. A localização também é boa, suficientemente perto de cidade antiga aonde ficam a maioria das atrações turísticas.
U Krale Karla: Decidimos ficar em dois hotéis em Praga para poder aproveitar diferentes partes da cidade. O Hotel U Krale Karla era bem diferentão. Pequeno e bem antigo. Eu curti bastante, mas ainda bem que ficamos lá apenas uma noite porque o o hotel ficava no topo da colina. - Aja fôlego!


Pontos turísticos:
Na cidade antiga tudo é lindo. A arquitetura por si so é deslumbrante, então só o andar pelas ruas já rende muitas fotos. Nós optamos por não ter nenhum guia turístico e fazer tudo pela nossa conta, porém existem muitos guias e grupos turísticos para quem quiser.
Old Town (cidade antiga): Ruas que lembram labirintos com muitas lojinhas e restaurantes. Não tem como escapar, você vai ficar andando em círculos e se perder pelo menos umas 57 vezes.
Main Plaza e Relógio Astronômico: Na praça principal ficam igrejas, restaurantes e o famoso relógio astronômico. Não tivemos muita sorte, o relógio estava bloqueado para restaurações (mas sinceramente não acho que perdi tanto assim).
Ponte Carlos (ou Charles' Bridge em inglês): É super movimentada e tem uma vista linda do castelo. Nessa ponte não passam carros, mas o que tem de gente não é brincadeira.
New Old Synagogue (Nova Velha Sinagoga): Afinal a sinagoga é nova ou velha? Não sei ao certo. Ela fica localizada no bairro judeu, com muitas outras atrações. Todas as atrações são pagas, algumas mais baratas que as outras.


John Lennon Wall: é nada mais que um muro pixado, porém o muro de John Lem tem uma história muito interessante da época comunista da República Checa.


St. Nicholas Church: paga-se para entrar, porém é barato. É uma igreja muito bonita e rica em detalhes.
Castelo de Praga: Na verdade trata-se de um complexo com vários prédios. Depois de passar pela segurança do portão de entrada você deve localizar onde comprar ingressos para poder entrar nas atrações. São vários pacotes, e nós escolhemos o médio (não o mais completo e também não o mais básico). Esse pacote dá acesso à cinco atrações. O castelo em si não é nada surpreendente. Toda a riqueza está nas igrejas, como por exemplo a Catedral Santo Victus. A minha atração favorita, porém, foram as casinhas onde moravam as pessoas que trabalhavam no castelo. Na parte de cima existe uma exposição de armaduras que eu achei super legal.






Bares:
Absintherie: Um bar de absinto. O bar é super bem decorado, todo em verde (lógico). Os baristas eram muito simpáticos. o bar fica em Old Town.
Black Angel's: Achei super bacana. Perto da praça central, o bar é no subsolo. Tem uma variedade muito grande de cocktails e todos deliciosos (pelo menos o que provamos, que foram somente três). Mas a qualidade do serviço é fenomenal. O barista super simpático sentou com a gente e bateu o maior papo e nos explicou tudo sobre o que estávamos bebendo. Quando fomos ainda era cedo (por umas cinco horas da tarde), mas nos disseram que mais tarde o bar é super agitado.
Fomos também no Museu da Cerveja (que é só cervejaria, sem museu). Fizemos uma degustação, porém eu não curti muito o lugar em si, por isso não recomendo. A cerveja checa é considerada por alguns a melhor do mundo, então a gente acabou só não tomando no café-da-manhã, porque nas outras refeições ela era parte fundamental.

Restaurantes:
A comida checa é simplesmente fan-tás-ti-ca. Durante toda a viagem nós focamos em comidas típicas.
Pivovar U Tri Ruzi: Não vou mentir, estávamos morrendo de fome, as opções eram muitas e aí eu decidi por esse restaurante porque Pivovar é o sobrenome da minha cunhada. Aí mais tarde eu descobri que Pivovar significa cervejaria. Foi lá onde provamos a melhor cerveja da viajem - na minha sincera opinião. Logo de cara, minha refeição foi o schnitzel servido com pure de batata. Muito delicioso!
Bredovský Dvůr: Esse já tinha um nome que lembra o meu sobrenome… Ficava bem em frente ao nosso hotel. Comemos um pato recheado pelos deuses checos. É sério! Eu nem gostava de pato antes disso.
Lokál U Bílé Kuželky: eu assisti um vlog da Luisa Acorssi em Praga onde ela faz um food tour e recomenda muitos restaurantes. Um deles foi o Lokál, que eu achei bem interessante. Só foi meio difícil de encontrar. A arquitetura é diferente da do resto da cidade, dá para ver que foi construído em outra época, durante a era comunista mais precisamente. O restaurante tem uma variedade muito grande em carnes, e tudo é muito fresco. Na verdade, eu meio que senti vibes de açougue. Experimentei o prato típico chamado Bramboračka, que é uma sopa de batata.
Pizza Nuova: Para variar um pouco o repertório nos indicaram essa pizzaria. O lugar é agradável e moderno e a pizza é deliciosa.
Fora esses restaurantes eu também indico experimentar o Trdelnik, que é uma sobremesa típica que você encontra por todas as partes nas ruas de Old Town. Por último, eu super recomendo experimentar o svíčková na smetaně com houskové. Trata-se de uma carne de gado ensopada servida com massa de pão, como o da foto aqui em baixo (que não fui eu que tirei).

Eu acabei comendo esse prato por muita sorte. Era o nosso último dia em Praga e tínhamos acabado de fazer um tour pelo castelo e estávamos famintos. Encontramos um restaurante qualquer que parecia bom e entramos. Estávamos prestes a pedir um hamburger, mas aí descobrimos que o restaurante não aceitava cartão, e tínhamos pouco dinheiro com a gente. Aí eu decidi escolher a coisa mais barata do menu e pedi esse prato. Nunca pensei que seria uma das coisas mais gostosas que eu já comi na vida. Recomendadíssimo!

 
Compras: 

Por Praga existem muitíssimas lojas de souvenirs, e é uma igual a outra. É preciso abrir o olho para não comprar artesanato “made in China”. Uma loja muito legal para presentes únicos se chama Manufaktura. A loja é super fofa, tem produtos de beleza (inclusive alguns feitos de cerveja), decoração e brinquedos, tudo de muito bem gosto. Encontrei três dessas lojas na cidade mas acredito que tenham mais.
Outro presente legal de se trazer de lá são marionetes. As marionetes são parte da cultura da República Checa e é possível encontrar marionetes de todos os tipos, tamanhos e materiais.

Tourist traps (armadilhas para turista):

Em todo lugar de muito turismo,  surge o comércio e entretenimento de valor cultural super baixo. Em Praga não e diferente. Afinal, Praga e a quinta cidade mais visitada em toda a Europa. Então, abra o olho!
Os produtos de maconha que voce vê por toda parte são de mentira. Alguns ainda tem hemp como ingrediente, mas parece que a maioria não tem nem isso. São chocolates, pirulitos e sorvetes de sabor maconha (que coisa mais tosca).
Massagem tailandesa: Essa eu tive que pesquisar depois que voltei para casa. Fiquei impressionada com tanta massagem tailandesa por Praga. Aparente é um fenômeno na cidade (talvez no país), tinha em todo lugar. É muito barata, e se você nunca experimentou, porque não? Fique sabendo que na massagem tailandesa você tipicamente deita num colchão fino no chão e a massagista sobe em cima de ti. Eu particularmente não gosto nem um pouquinho, acho estranho e sempre acabo saindo mais dolorida do que eu entrei. Mas pelo que eu pesquisei os checos realmente são adeptos da tal massagem.



Bom saber:
- Mapas: Muito importante e encontra-se em hotéis ou mesmo no aeroporto. O Google Maps nem sempre funciona direito. Mesmo com um mapa, se perder é inevitável. As ruas são bem antigas e pequenas e se você está procurando um lugar específico pode ser complicado. Nem por isso a busca deixa de valer a pena.
- Moeda: A moeda é koruna. A maioria dos lugares (inclusive taxis) aceitam cartão de crėdito, porém nem todos. Caixas eletrônicos e casas de câmbio estão distribuídos por toda a cidade, é super fácil de encontrar.
- Língua: Com o inglês podemos nos comunicar em todos os lugares, inclusive com pessoas na rua quando precisavamos nos localizar. Sem o inglês eu não sei dizer como seria.


Conclusão:
Até alguns meses antes dessa viajem eu nunca antes tinha pensado em visitar a República Checa. Ainda bem que eu fui, viu? Que surpresa agradável! Praga é riquíssima em beleza e cultura. A arquitetura, as pessoas e a comida são diferentes mas ao mesmo tempo muito familiares ao Sul do Brasil. Fiquei muito contente em ter conhecido! 





Diário de Viagem: Melhor conexão de vôo da vida - Copenhagen


Quando você quer que algo aconteça, só tem um jeito: você tem que fazer acontescer! Por muito tempo, eu fiquei esperando pela oportunidade ou pelo momento certo de viajar para a Europa. Mas deixa eu te contar uma coisa: momento certo não existe.

Depois de me dar conta disso, eu fui lá e fiz minha lição de casa: pesquisei lugares e preços e, mais importante, decidi e comprei as passagens. Escolhemos ir em Fevereiro por dois motivos: 1) eu queria emendar as minhas férias com o primeiro feriado que eu pudesse e; 2) por causa da baixa temporada, os precos estavam muito bons.

Optamos pela passagem de ida para Praga, na Repúplica Checa e, passagem de volta de Berlim, na Alemanha. Escolhemos Praga porque como em Fevereiro ainda é frio, queriamos que o frio fosse parte da nossa experiência ao invéz de limitar a nossa experiência. Além disso, as passagens eram baratas em comparação à outros destinos europeus.

Nossa viajem à Praga veio com um "brinde": uma conexão de vôo de 19 horas em Copenhagen, na Dinamarca. O que não é muito tempo para se conhecer uma cidade toda, mas é tempo de mais para ficar de bobeira no aerorporto. Tive que pesquisar muito bem, mas conseguimos dar uma perambulada e conhecer um pouquinho da cidade.

Voamos com a companhia aérea chamada Norwegian. Achei meio mais ou menos. As passagens são mais em conta do que com outras companhias (cerca de 500 dólares de ida e volta por pessoa partindo de Los Angeles). Mas aí assim: quer comer no avião? São outros 40 dólares. Quer despachar mala? Mais 25 dólares por mala (ou mais). Como somos mãos de vaca, fomos apenas com a mala de mão e passamos fome. Mentira! Comemos antes de embarcar e levamos sanduíches com a gente. Foi mais que o suficiente.

Em Copenhagen eu selecionei um hotel na região que eu tinha mais interesse em conhecer, o canal chamado Nyhavn. Nos hospedamos no Strand Hotel, ao redor da esquina.

Do aeroporto para o hotel usamos o trem. E foi a coisa mais simples dessa vida: tem um trem que sai do aeroporto e outro que chega. Já tinha visto no mapa antes, então eu sabia qual era a estação em que tinhamos que descer. Depois do trem, foram menos de 10 minutos de caminahda até o hotel. Mais fácil impossível.

Em Nyhavn, demos uma volta, tiramos fotos e comemos no restaurante Heering. O Devin mais do que eu - afinal era um restaurante especializado em peixe em conserva - Eca!

No outro dia pegamos o trem para Praga cedinho para entao "comecar" a nossa viajem...

Conclusão: Valeu super à pena sair do aeroporto e dormir num hotel nessa noite para estarmos descansados no outro dia. Valeu muito à pena também dar uma passeada pela cidade. Ficamos com muita vontade de voltar e inclusive visitar mais países nórticos.








 

Tuesday, February 7, 2017

Diário de Viagem: Primeira vez em NYC!

Depois de 6 anos vivendo nos Estados Unidos eu finalmente conheci New York City! Eu já tinha ido para o estado de Nova York duas vezes, ao Norte, num lugar não tão cosmopolita. Mas isso é história para outra vez..


Passagens baratinhas, então eu me mandei. Ficamos no Hotel Holiday Inn, na parte de Manhattan chamada Lower East Side, bem pertinho da Brooklyn Bridge. Aliás, o hotel foi baratinho também, 90 dólares por noite e o hotel é três estrelas. Os quartos são pequenos, bem estilo Nova York mesmo, mas é quentinho, limpinho e bonitinho. Fica a dica!

Na primeira noite jantamos com uns amigos no Brooklyn, no restaurante japonês chamado Samurai Mama. Os sushi-tacos são fantásticos. E o restaurante tem uma vibe de taverna, é bem rústico e aconchegante. Não esperava encontrar comida japonesa por lá, mas eu adorei. Depois da janta, perambulamos pelas ruas em busca de sobremesa, porque em Nova York você pode encontrar o que quiser na hora em que quiser. Encontramos o Martha Country Bakery com muitas variedades em doces e a minha noite ficou completa!

No outro dia tomamos o café-da-manhã no Russ & Daughters Cafe (até vale à pena conferir o site que já te dá água na boca). Para quem gosta de frutos do mar eu recomendo. Eu experimentei o clássico dos clássicos: salmão com queijo cremoso num(a) bagel. - Vez ou outra eu como bagels mas foi só agora que eu descobri que bagel é um tipo de pão originado nas comunidades judaicas da Polônia. Viu, Juliane também é cultura!

Passei o dia sozinha - enquanto o marido trabalhava - perambulando pelas ruas de Manhattan. Peguei o trem até a Times Square, porque é pra lá que turista de primeira viajem vai. A Times Square é icônica pelos seus outdoors. Tinham muitos turistas, porém nem tantos artistas de rua, ainda bem! De lá eu andei até o Museu Americano de História Natural, passando pelo Central Park. Esse é o museu que inpirou o filme Uma noite no Museu com o Ben Stiller. Percorri quase o museu todo e me levou mais ou menos 2 horas. Eu super curti as exposições sobre a origem humana, com grande coleções de artefatos históricos.

À noite voltamos pro Brooklyn para um show e eu vou deixar aqui o link do Sound Cloud dum artista chamado River Tiber para quem quiser ouvir (eu queria citar uma música favorita, mas não consigo. Ouça I'm Stone, Barcelona, West... ahhh, ouça todas): https://soundcloud.com/rivertiber

A noite terminou em pizza! Mais precisamente, no Joe's Pizza. Pizzaria de esquina no Brooklyn, famosa e frequentada por famosos.

No dia seguinte - acompanhada do marido - fomos conhecer o High Line, que é como um parque suspenso. Na verdade são trilhos de trem antigos que foram transformados em uma passarela suspensa pro povo caminhar por entre os prédios de Manhattan. Ao todo são 2.33 kilometros de caminhada. Abaixo do High Line fica o Chelsea Market, que é tipo um mercado municipal com lojinhas e restaurantes. Super fofo.


De Chelsea andamos até o Empire State Building passando pelo Madison Square Park. Depois, o marido decidiu que queria um casaco novo então fomos às compras. Ou melhor, ele foi às compras, eu só acompanhei. Casaco escolhido, andamos até o Grand Central Terminal, que é um dos prédios mais incríveis que eu já vi. O lugar estava muito tumultuoso por causa da Marcha das Mulheres que passava bem em frente. Nesse ponto do passeio, já esatavamos completamente cansados e esfomeados. Pulamos num trem e quase uma hora depois estavamos de volta no nosso quarto de hotel.

Depois de uma pausa, decidimos andar mais um pouquinho e ir até o Katz's Delicatessen que eu estava anciosa para ir porque vi no vlog da Chata de Galocha que ela foi e porque ficava pertinho do nosso hotel. Porém, descobri que pastrami não é a minha praia. Amantes da carne, foi mal.

À noite fomos no mesmo show da noite anterior. Sim, ossos do ofício de esposa. Dia seguinte é dia de voltar pra casa. Viajem longa e penosa para apenas dois dias em Nova York. Valeu a pena? Sim. Já estava na minha hora de conhecer essa tão famosa cidade.

 Fatos e dicas:
- Muitas vezes, é mais fácil (e rápido) ir andando. Usamos Uber para ir para o Brooklyn mas em Manhattan, por causa do trânsito, às vezes não vale a pena. Para percorrer distâncias mais longas em Manhattan o subway é bom, mas para distâncias curtas não vale à pena esperar pelo trem e você acaba perdendo a oportunidade de ver um pouco mais da cidade.
- Falando em andar. Aconselho à levar pelo menos dois pares de sapatos ou tênis confortáveis. Eu tinha um par de botas só, mas depois de muitos kilometros andados até a pantufa te dá calos.
- Como eu citei anteriormente, em Nova York é possível encontrar café-da-manhã às 11 da noite como também é possível encontrar pessoas bebendo uma taça de vinho às 11 horas da manhã numa terça-feira. E o melhor? Ninguém te julga.

Veredito: Não estou me mudando para Nova York tão cedo. Curti o passeio e tal, mas definitivamente não faz meu tipo. Sei lá, não casou. Talvez eu mude de opinião no futuro. Se eu voltar numa outra época do ano quando a cidade esteja menos cinza e mais verde: quem sabe.

Ahhh... uma dica final: se você for enfrentar um vôo de mais de 5 horas, leva um sanduíche, uma pizza, algo que te enxa a barriga contigo no avião. Snacks não dão conta do serviço :)







Sunday, February 5, 2017

Vlog - Fim de semana em San Francisco

Essa aí foi a minha primeira tentativa de vlog. Fim de semana em San Francisco passeando e visitando amigos. Olha no que deu:






Friday, September 16, 2016

Diário de Viagem: Um Fim de Semana na Cidade do México

Antes tarde do que nunca... esse post é para contar de uma viagem de última hora que eu fiz em outubro do ano passado (caraca, quase um ano já). E sim, foi uma viagem de última hora. Compramos passagens na quarta-feira, viajamos na quinta! A viagem foi à Cidade do México, onde estaria acontecendo o festival de música eletrônica e artes digitais chamado Mutek.

Eu não entendo muito desse mundo, mas como esposa de alguém do ramo já fui à muitos festivais, por isso acredito que a minha opinião também conta. Aqui na América do Norte existem festivais de música para todos os gostos, os festivais onde a galera da grana se veste de raposa alienígena no meio do deserto, os festivais onde a galera hippie vai acampar no meio das montanhas, os festivais de verão onde a galerinha nova aqui quase que não usa roupa nenhuma... e os festivais "urbanos", ou pelo menos  assim que eu os chamo, e para mim esses são os melhores. Porque? É uma questão de gosto pessoal. Eu penso que esses festivais reúnem um povo mais maduro e intelectual que estão ali pela música apenas. E também porque eu posso dormir em hotel =)

A organização do festival tomou conta da gente, e muito bem. Ficamos no hotel Four Points Sheraton. A localização não poderia ser melhor, no Bairro Colônia Roma, na zona histórica da cidade, perto de restaurantes trendy e boutiques. Só não peça pizza (e olha que me avisaram sobre essa pizza, mas sabe que teimoso é quem teima comigo. Não deu outra, tomei no c* porque a pizza era horrível).

Quando chegamos na Sexta-feira, não deu outra, caímos na cama. À noite fomos aproveitar o festival.

No sábado fomos ter bruch no El Parnita - Pausa para aula de inglês: Breakfast + Lunch = Brunch, acontece principalmente no fim de semana quando você acorda super tarde. - O ambiente é ótimo e a comida divina, mas cuidado com a pimenta. De lá eu recomendo o taco de polvo!

Acabamos encontrando amigos e fomos passear juntos. Depois de uma passadinha rápida numa feira de rua local (onde eu encontrei produtos Natura!!!! Ahhhhh - eu feliz!) pegamos um Uber (porque lá claro que tem também) e fomos para o Museu Frida Kahlo (Casa Azul).




Gente, eu sou muito fã de Frida. Li biografias, assisti filmes, até mesmo um retrato dela eu pintei. Juro! Então, meu sonho se realizou. Dica: compre os ingressos do museu online. Nós compramos pelo celular ali mesmo na fila, e deu para "furar" a fila toda, hehe. A casa dela é linda. De um azul intenso, toda colorida decorada, toda fofa. Tem exibição de arte, fotos, roupas e mobília. A cozinha eu achei super interessante, o fogão era apenas de lenha. Frida queria que tudo fosse preparado como antigamente. D-I-V-A! Vale lembrar que essa era a casa de família dela, a Casa Azul. 




Um pouco mais de azul, jantamos no restaurante Azul Histórico localizado no centro na cidade, perto da onde até tirei foto com o Chavez e o Kiko, hehe. Azul Histórico é um restaurante conhecido por lá e o seu prato mais mais famoso é o Chile. Chile é uma pimenta grande e inteira, com molhos que podem ser doce ou salgado, com sementes de romã. Na minha humilde opinião, é mais bonito que gostoso.












À noite... festival é claro.

Domingo almoçamos num restaurante de frutos dor mar (favorito forever!) chamado sabe-deus porque essa viajem já aconteceu há muito tempo e eu não me lembro mais - mas era muito bom viu!

No outro dia o Devin e eu pegamos o TuriBus. Sabe aqueles ônibus de dois andares para turistas? Esse mesmo. Nunca tinha feito, mas é que ganhamos passes do festival, então fomos. Assim, não é tão ridículo como eu esperava hahahah. Fizemos o trajeto Downtown Tour e o Basílica Tour. O primeiro trajeto eu super recomendo, passamos pelos prédios históricos mais bonitos da cidade, como o Museu de Arte Moderna. E eu também fiquei com vontade de visitar o Museu Nacional de Antropologia. Aliás, aprendi que a Cidade do México é a segunda cidade no mundo todo com o maior número de museus. São 151. Só perde para Londres. O tour é demorado viu, e não é assim barato não. Mas para quem não tem muito tempo na cidade é uma boa opção para ver assim meio que de tudo. O trajeto para a Basílica de Guadalupe te leva para os arredores da cidade, uma parte menos desenvolvida da Cidade do México. Eu quis conhecer por causa da Usurpadora (sim, sou uma pessoa ridícula). Mas como eu disse, é num lugar mais afastado, nada de muito interessante pelo caminho. Quando chegamos lá já estava ficando frio e era tarde, então nem descemos do ônibus (ahh, e ele nem para tão perto assim da basílica, dá para ver ela assim de longe). Outra coisa, muitos fiéis vão a essa basílica, muita gente doente e sofrendo, não é um ambiente alegre. Eu sinceramente não recomendo ir visitar somente por turismo, se você for religioso faz mais sentido.





Um fato interessante: você consegue encontrar outros tipos de comida no México e não são de de cozinha Mexicana (que lá no México eles chamam apenas de comida - hahaha). Para encerrar a micro viajem, jantamos num restaurante Argentino que eu também esqueci o nome. Delícia!

E essa foi a minha micro viajem para a Cidade do México! Espero que tenham gostado. Coloquei essa cidade na minha lista um ano antes e fiquei super feliz de conhecê-la logo assim. Uma cidade desenvolvida e moderna com muita história, um super mix entre o antigo e moderno. Um povo muito acolhedor e simpático. E um festival de música da hora e super organizado. Adorei e pretendo voltar =)  Quem sabe até morar por um tempinho, porque não?

Fatos e dicas:

- O trânsito é doidão. Taxi é fácil de encontrar e Uber também!
- De novo, não coma pizza ;)
- É preciso ter dinheiro no bolso para pagar taxi e coisas assim. Trocar no aeroporto é mais fácil. Os preços são bem em conta, especialmente em comida.
- Não tivemos problemas nenhum com violência. Na verdade tinham dois policiais em cada duas esquinas. Sem mentira. Não sabia se eu tinha que ficar preocupada ou me se sentir segura, mas de verdade, não tive e não vi problema algum.
- Comida... =): Olha, como eu vivo na California (que é praticamente uma extensão do México), eu acredito que já acostumei com a "pimenta" da cozinha mexicana. Para mim nada mais é que um tempero, mas eu tenho amigos que viajaram do Brasil pra lá e falaram que é apimentada. Na dúvida, sempre tem chips e guacamole né!
- O que levar: Bom, se for para ir na Mutek: roupa preta. Muita roupa preta (que é para harmonizar com o resto da galera). A Cidade do México não é assim tão quente como eu imaginava. Sempre confira a previsão do tempo antes de fazer as malas. Eu fui com uma botinha confortável que eu usei a viajem inteira, boa para caminhar e curtir o festival. Uma lição que eu aprendi nessa viajem foi: prepare um look de roupa inteiro para cada dia de festa. Não repita calça ou jaqueta (o sapato tudo bem), mas é que tem o povo que fuma e nada pior que feder a cigarro no outro dia de manhã no passeio no parque. E-c-a!

Pra quem leu até aqui em baixo: nossa! Obrigada viu =*














Friday, January 29, 2016

Diário de Viagem: Jamaica

Quem viu meu comentário no álbum de fotos no facebook já sabe, minha viagem para a Jamaica foi assim.. um tanto tumultuada.

Tudo começou com os atrasos e cancelamentos de vôos, que nessa época do ano são muito comuns para quem está viajando na America do Norte (por questões meteorológicas). Nessa hora vale ser esperto e ligar para a companhia aérea imediatamente e decidirem juntos o que fazer. Nesse caso, o Devin conseguiu que colocassem a gente num vôo passando por Miami ao invés de Dallas e sabíamos que assim estaríamos evitando toda a confusão por causa do mal tempo. A família dele já não teve tanta sorte e acabou chegando na Jamaica um dia depois do esperado.

Chegamos em Montego Bay, no Norte da ilha, no dia 28. Alugamos um carro e também uma casa através do Airbnb (desde que começamos a planejar essa viajem eu sabia que não queria ficar em resort). A casa que escolhemos tinha uma vista para o mar linda e já de cara fomos recepcionados pela nossa cozinheira (que também arrumava nossas camas e lavava nossas roupas, muito chique!) e nosso jardineiro (eu ainda tenho dificuldade em entender a função dele na casa, mas tudo bem). Airbnb não e como um hotel, então eu sabia que precisava levar xampu e sabonete, mas confesso que fiquei surpresa quando encontrei apenas um rolo de papel higiênico numa casa com quatro banheiros… Assim, fomos as compras.


Nossa cozinheira nos levou para o super mercado. A maioria dos produtos eram conhecidos e como eu não entendia a conversão de dinheiro muito bem ainda, só fui colocando coisas no carrinho. No caixa eu aprendi: a Jamaica é cara! - o que eu acredito seja devido ao fato de que a Jamaica é como o Havaí, é uma ilha, onde pouco é produzido, muito é importado. 

Como já estava um tanto tarde, fomos jantar num restaurante pertinho de onde estávamos hospedados, o Scotchie's. O lugar e ótimo, mas saímos de lá esfumados. Isso porque a carne é assada ali, na frente do cliente, apenas coberta por papel alumínio. Experimentamos o prato típico: Jerk chicken (frango temperado com um molho parecido com o americano barbecue sauce, mas com uma pimentinha diferente), batata doce e festivals (um bolinho frito de farinha que eu achei parecido com a orelhinha de gato brasileira) - uma delicia! E claro... cerveja jamaicana Red Stripe. 

No nosso primeiro dia para explorar a ilha fomos à Negril, na pontinha mais oeste da ilha. Visitamos o hotel Rockhouse. Ali, mesmo não sendo hóspedes, podemos aproveitar a vista e o mar ( na verdade não pedimos permissão, mas ninguém nos chutou de lá, e também não tivemos que pagar para entrar). O restaurante também oferece boa comida, o sanduíche de marlin é ma-ra-vi-lho-so!





Na volta paramos no Margaritaville (bar e restaurante) na 7 Miles Beach, também em Negril. Praia legal mas se sair dos “limites” do Margaritaville para uma caminhada prepare-se para ser importunado por qualquer um que queira lhe vender alguma coisa, seja um pulseira ou mesmo maconha, que apesar dos apesares, continua sendo ilegal em toda a Jamaica. Um Não educado, porém firme, normalmente é o bastante para lhe deixarem em paz.


No dia seguinte conhecemos o Margaritaville na Hip Strip de Montego Bay. Um prédio de dois pisos com uma doca para o mar e um tobogã e cama elástica inflável. Super recomendado, especialmente se chegar mais cedo, quando o lugar está praticamente vazio. 

A família do Devin chegou no dia 30 à tarde, e foi aí que a minha articulação temporomandibular (ATM) começou a incomodar mesmo!! Uma noite mal dormida no avião e a minha mandíbula doía, e doía muito… Como eu já tive o mesmo problema 5 anos atrás eu já sabia do que se tratava e não me desesperei achando que tinha uma dor de dente ou uma infecção no ouvido. Dois dias de muita compressa de gelo, noites sem dormir, e medicamentos contra dor depois, eu melhorei!!! Bem à tempo de aproveitar e encarar o que o resto da viajem nos prometia. 

Decidimos visitar o sudoeste da ilha e para isso cortamos caminhos pelas curvas e montanhas do meio da ilha, passando por pequenos vilarejos e paisagens tropicais deslumbrantes. Por conta dos buracos na estrada, levamos muito mais tempo do que o esperado. Finalmente chegamos nas YS Falls. São $17,00 (dólares, por pessoa) para entrar no parque. As cachoeiras não seriam impressionantes se não fossem as piscinas que se formavam de água cor turquesa. Piscinas de águas naturais, flora espetacular e gente bacana. Recomendado para quem está buscando um dia de sossego na ilha. Também foi o lugar onde eu encontrei os melhore souvenirs. O restaurante não oferece muitas opções, mas o lugar tem muitas mesas de picnic para quem trouxe um lanchinho de casa.


O passeio continuou e fomos até Treasure Beach no Sul da ilha, passando por Black River. O Devin tinha cismado que queria ir num tal de Pelican Bar por lá. O bar se trata de um barraquinho no meio do mar do Caribe. O único problema é chegar lá. O bar não é assim tão longe da praia, mas em uma região não desenvolvida da praia onde não se tem acesso de carro. O jeito é encontrar um pescador em um dos restaurantes em Treasure Beach que por $40,00 (dólares, por pessoa) te leve até o bar de barco. São uns 30 minutos só de ida. Voltamos antes do sol se pôr, por motivos de segurança. Aliás, o pôr do sol desse lado da ilha é magico (o que não podemos ver de Montego Bay).




Na volta optamos pela rodovia do litoral, em melhores condições e mais iluminada. Nem por isso evitamos problemas, pois fomos parados por policiais duas vezes! Da primeira vez por excesso de velocidade - até entendo, talvez estávamos acima do permitido, mas foi porque não vimos placas de sinalização. Passamos à prestar mais atenção e da segunda vez em que fomos parados questionamos o motivo, sendo que não estávamos acima do limite de velocidade e o Devin mostrou a multa que ganhamos ao policial. Os dois policias trocaram palavras entre si e um deles nos disse que fomos parados somente por rotina. Ele pediu para o Devin abrir o porta-malas mas os policias não procuraram por nada. O engraçado é que presenciamos vários motoristas muito acima do limite de velocidade e ninguém mais foi parado, o que me leva a acreditar que os policias sabem identificar quando um carro é alugado e estão apenas em busca de dinheiro de turistas bobos igual nós. Os policias são muito bem armados e gostam de tirar uma com a nossa cara. Não espere profissionalismo, apenas copere.

No próximo dia decidimos dirigir para o Leste de Montego Bay. A cidade de Ocho Rios pareceu ser muito mais desenvolvida que outros lugares em que estivemos. As ruas, os prédios e o comércio pareciam ser mais organizados. Visitamos o Shaw Garden Park (com o melhor custo benefício até então, $10,00 de entrada). O lugar é um jardim botânico localizado numa propriedade que anos atrás foi um hotel. A vista de lá é incrível. O jardim é uma coleção de flores e outras plantas tropicais do mundo todo trazidas ali pelos antigos proprietários do hotel. O nosso guia, Richard Silvera, foi um amor de pessoa conosco e ele sabe tudo daquele jardim. Um passeio muito gostoso para os olhos e o olfato.



Nosso último dia na Jamaica nós passamos em Doctor’s Cave Beach. Uma praia particular e lindíssima. Para entrar custam $6,00 (dólares). Cadeiras de praia, guarda-sol, etc, tudo custa $6,00 cada para alugar. A praia possui um restaurante e os garçons te servem ali na areia mesmo (cuidado para não se empolgar nos gastos). Uma salva de palmas para o wrap de camarão e o cheeseburger de caranguejo! Passamos o dia todo por lá.



Por fim, tivemos um episódio muito desagradável com a companhia de aluguel de carro (a Budget). O inspetor nos acusou de ter utilizado o pneu reserva e ter consertado o pneu original em algum outro lugar. Tivemos que pagar por um pneu novo para poder sair dali e pegar o nosso vôo. Voltamos da Jamaica com um pepino nas nossas mãos e agora estamos contestando o custo do pneu no nosso cartão de crédito (ninguém merece).

No mais, voltamos com um bronzeado bacana para começar o ano e muitas histórias para contar. Histórias que eu espero daqui um tempo poder contar dando risada...

Fatos e dicas:

- Algumas (mas não todas) estradas serão esburacadas. As rodovias do litoral são muito melhores que as do interior da ilha.
- Vai ser difícil encontrar o restaurante que você leu à respeito na internet apenas olhando num mapa e quando você chegar lá ele poderá estar fechado - e não existe explicação para isso (tenha paciência, em todas as horas de todos os dias)
- Na Jamaica o consumidor NÃO está sempre certo, aliás, comparado ao costumer service dos Estados Unidos acho que todos os outros lugares dão a desejar. Eu é que estou mal acostumada
- "Desculpe eu não trouxe o seu cheeseburger" significa apenas isso, não que eles vão fazer o cheeseburger agora mesmo e trazê-lo em seguida. Nessa situação você tem três escolhas: 1)pagar por outro cheeseburger e esperar que esse venha à mesa; 2)sair do restaurante com fome; ou 3)rodar a baiana até lhe darem um maldito cheeseburger. Eu rodei a baiana (lógico), uma hora e meia depois eu comi o meu cheeseburger. Pelo menos era gostoso! 
- Se quiser evitar dor de cabeça com a polícia o melhor é não dirigir longas distâncias à noite
- Nos arredores de pontos super turísticos você será importunado
- Em muitos restaurantes a gorjeta já está inclusa na conta
- Ironicamente, encontrar uma praia pública é difícil, pelo menos comparado ao Brasil. Hotéis, restaurantes e bares ficam na praia, então é como você estivesse na propriedade deles
- Se encontrar uma praia, aproveite. Encontramos uma tal de Fantasy Beach entre Montego Bay e Ocho Rios. Não tinham turistas, então também não tinham vendedores, e os Jamaicanos que estavam lá não poderiam dar menos importância ao fato que estacamos ali. Foi ótimo!
- Por lá também existe racionamento de água, questione isso antes de alugar uma casa (acredito que a situação em resorts seja diferente)
- Nada que te oferecem é de graça, nem mesmo o cara tirando fotos no Margaritaville, fique atento
- Fique atento também às atividades no seu cartão de crédito, clonagem de cartão acontece 

Moeda: O dólar americano é aceito em todos os estabelecimentos e também como gorjeta

Compras: os souvenirs são na maioria muito bregas. Trouxemos para casa garrafinhas de rum Jamaicano para dar de presente. Também comprei uma bolsa de palha que eu já tinha visto online antes de ir, só foi meio complicadinho trazê-la no avião

Comida: É muito mais fácil comer frango do que comer frutos do mar na Jamaica. O preço é parecido com o de restaurantes americanos, ou seja, salgado...

Clima: Perfeito! Calor sem exagero de temperaturas

O que levar: Muitos trajes de banho, roupas leves de verão, protetor solar, chinelo, enfim... é praia. Porém é bom levar um ou dois casacos leves (ou manga longa). Em alguns lugares um repelente também se faz necessário à noite

Veredito: Mais ou menos recomendado... A Jamaica é linda, o mar é deslumbrante e a ilha cheia de atrativos. Em oito dias não conseguimos fazer nem perto da metade da metade que o país oferece. Em parte é porque o sol se põe relativamente cedo em torno das 6 horas da tarde, e ninguém recomenda estar na rua quando está escuro (nós passamos pela situação com os policiais). Tudo é pago. Entradas em praias, parques, passeios custam em média 20 dólares por pessoa. Apesar dos Jamaicanos terem fama de serem gente boa, infelizmente turista acaba sendo importunado pra caramba. Fica difícil saber se a pessoa está realmente sendo legal e tentando te ajudar ou se ela está tentando tirar vantagem de você.

A Jamaica para mim combina mais para quem tem um perfil aventureiro, não necessariamente ideal para quem está viajando com a família. A não ser, claro, se você optar por ficar num resort, usar o transporte providenciado pelo hotel e se limitar aos pontos de um pacote turístico. Caso você é mais um explorador como eu e optar por fazer as suas próprias férias, não esqueça de levar na mala o item mais importante que você vai precisar na Jamaica: paciência! 

Saturday, January 9, 2016

O Que Eu Sei Aos 20 E Tantos Anos E Diria Para Mim Quando Adolescente

Já pensou se você pudesse voltar no tempo e fazer tudo de novo? O que você faria diferente? O que você não mudaria de jeito nenhum? Do que você se arrepende? Do que você se orgulha? Você deixou de fazer alguma coisa que acha que iria te ajudar hoje a estar numa situação diferente? Eu me peguei diversas vezes pensando nesse assunto. Da mesma maneira, eu queria que a versão de 45 anos de mim mesma aparecesse na minha porta agora e falasse: “Juju, força na peruca! Continua fazendo o que você está fazendo, exatamente do jeito que você esta fazendo, porque tudo vai dar certo no final!” ou então: “Você está totalmente perdendo tempo com isso”. Infelizmente a humanidade ainda não descobriu tamanha tecnologia, a de prever o nosso futuro. Mesmo sabendo que a vida é feita para ser explorada e descoberta e aquele blábláblá todo, e mesmo sabendo que tudo o que aconteceu, de uma forma ou outra, me fizeram chegar aqui, mesmo sabendo de tudo isso eu ainda penso “e se eu pudesse voltar atrás…” 

Então, o que me resta é colocar no papel (ou no screen) todas as coisas que eu diria para mim mesma, algumas coisas eu faria exatamente do mesmo jeito e algumas coisas eu faria diferente. Escrevendo talvez eu esteja ajudando alguém, ou até ajudando à mim mesma reafirmando tudo o que eu aprendi até hoje. 

20 Coisas que eu diria para mim mesma à 15 anos atrás: 

1. Não perca tempo com meninos que fazem você se sentir uma merda. Alguns meninos vão passar na sua vida e vão realmente gostar de você, dê uma chance à eles ;) 

2. Não perca tempo com “amigos” que fazem você se sentir uma merda. Dê valor ao seus amigos que podem não ser tão populares na escola, mas com quem você se sente à vontade para ser o seu eu mais idiota

3. Passe mais tempo aprendendo a letra das músicas das suas bandas favoritas, assistindo filmes e seriados que você gosta e lendo livros dos seus gêneros e autores favoritos

4. Cultive seus hobbies. Seja um nerd total nos assuntos que te interessam

5. Revele as fotos que você tira. Coloque as fotos em álbúms

6. A escola “sozinha" não vai te levar muito longe pessoalmente ou profissionalmente. Invista parte de seu tempo desenvolvendo aptidões que você não aprende em sala de aula

7. Faça trabalho voluntário. Poucas outras coisas na vida são tão gratificantes

8. Trabalhe, mesmo que seja de graça, peça apenas por uma carta de recomendação. Você terá vantagem sobre outros candidatos quando for procurar pelo seu primeiro emprego e aprenderá muito

9. Crie. Crie uma história em quadrinhos, uma música, uma máquina… Exercite a sua criatividade sem medo

10. Passe mais tempo com os seus avós. Aprenda a história da sua família

11. Aprenda com os seus pais. Aquele salgado que a sua mãe faz em dia de festa? Aprenda a fazê-lo também

12. Passe mais tempo com a natureza e os animais, futuras gerações não terão a mesma oportunidade

13. Não deixe que ninguém te faça sentir como que se você não fosse bom o bastante. Você é o suficiente. Lembre-se disso!

14. Pratique uma atividade física regularmente. Será mais fácil no futuro se você começar agora

15. Use saia curta, decote e barriga de fora (mas não tudo ao mesmo tempo)

16. Tudo bem se você não quiser usar salto alto hoje, ou nunca. A vida é muito mais gostosa de se dançar quando os seus pés não estão doendo

17. Estar entediado é para gente entediosa. Faça "programas de índio" com seus amigos, seja idiota

18. Ria de si mesmo. Não dê risada dos outros

19. Reclame menos

20. Acredite! No final tudo dá certo, tenha fé

E você? O que você agregaria à lista? O que você diria para você mesma se pudesse voltar no tempo?