Antes tarde do que nunca... esse post é para contar de uma viagem de última hora que eu fiz em outubro do ano passado (caraca, quase um ano já). E sim, foi uma viagem de última hora. Compramos passagens na quarta-feira, viajamos na quinta! A viagem foi à Cidade do México, onde estaria acontecendo o festival de música eletrônica e artes digitais chamado Mutek.
Eu não entendo muito desse mundo, mas como esposa de alguém do ramo já fui à muitos festivais, por isso acredito que a minha opinião também conta. Aqui na América do Norte existem festivais de música para todos os gostos, os festivais onde a galera da grana se veste de raposa alienígena no meio do deserto, os festivais onde a galera hippie vai acampar no meio das montanhas, os festivais de verão onde a galerinha nova aqui quase que não usa roupa nenhuma... e os festivais "urbanos", ou pelo menos assim que eu os chamo, e para mim esses são os melhores. Porque? É uma questão de gosto pessoal. Eu penso que esses festivais reúnem um povo mais maduro e intelectual que estão ali pela música apenas. E também porque eu posso dormir em hotel =)
A organização do festival tomou conta da gente, e muito bem. Ficamos no hotel Four Points Sheraton. A localização não poderia ser melhor, no Bairro Colônia Roma, na zona histórica da cidade, perto de restaurantes trendy e boutiques. Só não peça pizza (e olha que me avisaram sobre essa pizza, mas sabe que teimoso é quem teima comigo. Não deu outra, tomei no c* porque a pizza era horrível).
Quando chegamos na Sexta-feira, não deu outra, caímos na cama. À noite fomos aproveitar o festival.
No sábado fomos ter bruch no El Parnita - Pausa para aula de inglês: Breakfast + Lunch = Brunch, acontece principalmente no fim de semana quando você acorda super tarde. - O ambiente é ótimo e a comida divina, mas cuidado com a pimenta. De lá eu recomendo o taco de polvo!
Acabamos encontrando amigos e fomos passear juntos. Depois de uma passadinha rápida numa feira de rua local (onde eu encontrei produtos Natura!!!! Ahhhhh - eu feliz!) pegamos um Uber (porque lá claro que tem também) e fomos para o Museu Frida Kahlo (Casa Azul).
Gente, eu sou muito fã de Frida. Li biografias, assisti filmes, até mesmo um retrato dela eu pintei. Juro! Então, meu sonho se realizou. Dica: compre os ingressos do museu online. Nós compramos pelo celular ali mesmo na fila, e deu para "furar" a fila toda, hehe. A casa dela é linda. De um azul intenso, toda colorida decorada, toda fofa. Tem exibição de arte, fotos, roupas e mobília. A cozinha eu achei super interessante, o fogão era apenas de lenha. Frida queria que tudo fosse preparado como antigamente. D-I-V-A! Vale lembrar que essa era a casa de família dela, a Casa Azul.

À noite... festival é claro.
Domingo almoçamos num restaurante de frutos dor mar (favorito forever!) chamado sabe-deus porque essa viajem já aconteceu há muito tempo e eu não me lembro mais - mas era muito bom viu!
No outro dia o Devin e eu pegamos o TuriBus. Sabe aqueles ônibus de dois andares para turistas? Esse mesmo. Nunca tinha feito, mas é que ganhamos passes do festival, então fomos. Assim, não é tão ridículo como eu esperava hahahah. Fizemos o trajeto Downtown Tour e o Basílica Tour. O primeiro trajeto eu super recomendo, passamos pelos prédios históricos mais bonitos da cidade, como o Museu de Arte Moderna. E eu também fiquei com vontade de visitar o Museu Nacional de Antropologia. Aliás, aprendi que a Cidade do México é a segunda cidade no mundo todo com o maior número de museus. São 151. Só perde para Londres. O tour é demorado viu, e não é assim barato não. Mas para quem não tem muito tempo na cidade é uma boa opção para ver assim meio que de tudo. O trajeto para a Basílica de Guadalupe te leva para os arredores da cidade, uma parte menos desenvolvida da Cidade do México. Eu quis conhecer por causa da Usurpadora (sim, sou uma pessoa ridícula). Mas como eu disse, é num lugar mais afastado, nada de muito interessante pelo caminho. Quando chegamos lá já estava ficando frio e era tarde, então nem descemos do ônibus (ahh, e ele nem para tão perto assim da basílica, dá para ver ela assim de longe). Outra coisa, muitos fiéis vão a essa basílica, muita gente doente e sofrendo, não é um ambiente alegre. Eu sinceramente não recomendo ir visitar somente por turismo, se você for religioso faz mais sentido.
Um fato interessante: você consegue encontrar outros tipos de comida no México e não são de de cozinha Mexicana (que lá no México eles chamam apenas de comida - hahaha). Para encerrar a micro viajem, jantamos num restaurante Argentino que eu também esqueci o nome. Delícia!
E essa foi a minha micro viajem para a Cidade do México! Espero que tenham gostado. Coloquei essa cidade na minha lista um ano antes e fiquei super feliz de conhecê-la logo assim. Uma cidade desenvolvida e moderna com muita história, um super mix entre o antigo e moderno. Um povo muito acolhedor e simpático. E um festival de música da hora e super organizado. Adorei e pretendo voltar =) Quem sabe até morar por um tempinho, porque não?
Fatos e dicas:
- O trânsito é doidão. Taxi é fácil de encontrar e Uber também!
- De novo, não coma pizza ;)
- É preciso ter dinheiro no bolso para pagar taxi e coisas assim. Trocar no aeroporto é mais fácil. Os preços são bem em conta, especialmente em comida.
- Não tivemos problemas nenhum com violência. Na verdade tinham dois policiais em cada duas esquinas. Sem mentira. Não sabia se eu tinha que ficar preocupada ou me se sentir segura, mas de verdade, não tive e não vi problema algum.
- Comida... =): Olha, como eu vivo na California (que é praticamente uma extensão do México), eu acredito que já acostumei com a "pimenta" da cozinha mexicana. Para mim nada mais é que um tempero, mas eu tenho amigos que viajaram do Brasil pra lá e falaram que é apimentada. Na dúvida, sempre tem chips e guacamole né!
- O que levar: Bom, se for para ir na Mutek: roupa preta. Muita roupa preta (que é para harmonizar com o resto da galera). A Cidade do México não é assim tão quente como eu imaginava. Sempre confira a previsão do tempo antes de fazer as malas. Eu fui com uma botinha confortável que eu usei a viajem inteira, boa para caminhar e curtir o festival. Uma lição que eu aprendi nessa viajem foi: prepare um look de roupa inteiro para cada dia de festa. Não repita calça ou jaqueta (o sapato tudo bem), mas é que tem o povo que fuma e nada pior que feder a cigarro no outro dia de manhã no passeio no parque. E-c-a!
Pra quem leu até aqui em baixo: nossa! Obrigada viu =*









