Passagens baratinhas, então eu me mandei. Ficamos no Hotel Holiday Inn, na parte de Manhattan chamada Lower East Side, bem pertinho da Brooklyn Bridge. Aliás, o hotel foi baratinho também, 90 dólares por noite e o hotel é três estrelas. Os quartos são pequenos, bem estilo Nova York mesmo, mas é quentinho, limpinho e bonitinho. Fica a dica!
Na primeira noite jantamos com uns amigos no Brooklyn, no restaurante japonês chamado Samurai Mama. Os sushi-tacos são fantásticos. E o restaurante tem uma vibe de taverna, é bem rústico e aconchegante. Não esperava encontrar comida japonesa por lá, mas eu adorei. Depois da janta, perambulamos pelas ruas em busca de sobremesa, porque em Nova York você pode encontrar o que quiser na hora em que quiser. Encontramos o Martha Country Bakery com muitas variedades em doces e a minha noite ficou completa!
No outro dia tomamos o café-da-manhã no Russ & Daughters Cafe (até vale à pena conferir o site que já te dá água na boca). Para quem gosta de frutos do mar eu recomendo. Eu experimentei o clássico dos clássicos: salmão com queijo cremoso num(a) bagel. - Vez ou outra eu como bagels mas foi só agora que eu descobri que bagel é um tipo de pão originado nas comunidades judaicas da Polônia. Viu, Juliane também é cultura!
Passei o dia sozinha - enquanto o marido trabalhava - perambulando pelas ruas de Manhattan. Peguei o trem até a Times Square, porque é pra lá que turista de primeira viajem vai. A Times Square é icônica pelos seus outdoors. Tinham muitos turistas, porém nem tantos artistas de rua, ainda bem! De lá eu andei até o Museu Americano de História Natural, passando pelo Central Park. Esse é o museu que inpirou o filme Uma noite no Museu com o Ben Stiller. Percorri quase o museu todo e me levou mais ou menos 2 horas. Eu super curti as exposições sobre a origem humana, com grande coleções de artefatos históricos.
À noite voltamos pro Brooklyn para um show e eu vou deixar aqui o link do Sound Cloud dum artista chamado River Tiber para quem quiser ouvir (eu queria citar uma música favorita, mas não consigo. Ouça I'm Stone, Barcelona, West... ahhh, ouça todas): https://soundcloud.com/rivertiber
A noite terminou em pizza! Mais precisamente, no Joe's Pizza. Pizzaria de esquina no Brooklyn, famosa e frequentada por famosos.
No dia seguinte - acompanhada do marido - fomos conhecer o High Line, que é como um parque suspenso. Na verdade são trilhos de trem antigos que foram transformados em uma passarela suspensa pro povo caminhar por entre os prédios de Manhattan. Ao todo são 2.33 kilometros de caminhada. Abaixo do High Line fica o Chelsea Market, que é tipo um mercado municipal com lojinhas e restaurantes. Super fofo.
Depois de uma pausa, decidimos andar mais um pouquinho e ir até o Katz's Delicatessen que eu estava anciosa para ir porque vi no vlog da Chata de Galocha que ela foi e porque ficava pertinho do nosso hotel. Porém, descobri que pastrami não é a minha praia. Amantes da carne, foi mal.
À noite fomos no mesmo show da noite anterior. Sim, ossos do ofício de esposa. Dia seguinte é dia de voltar pra casa. Viajem longa e penosa para apenas dois dias em Nova York. Valeu a pena? Sim. Já estava na minha hora de conhecer essa tão famosa cidade.
Fatos e dicas:
- Muitas vezes, é mais fácil (e rápido) ir andando. Usamos Uber para ir para o Brooklyn mas em Manhattan, por causa do trânsito, às vezes não vale a pena. Para percorrer distâncias mais longas em Manhattan o subway é bom, mas para distâncias curtas não vale à pena esperar pelo trem e você acaba perdendo a oportunidade de ver um pouco mais da cidade.
- Falando em andar. Aconselho à levar pelo menos dois pares de sapatos ou tênis confortáveis. Eu tinha um par de botas só, mas depois de muitos kilometros andados até a pantufa te dá calos.
- Como eu citei anteriormente, em Nova York é possível encontrar café-da-manhã às 11 da noite como também é possível encontrar pessoas bebendo uma taça de vinho às 11 horas da manhã numa terça-feira. E o melhor? Ninguém te julga.
Veredito: Não estou me mudando para Nova York tão cedo. Curti o passeio e tal, mas definitivamente não faz meu tipo. Sei lá, não casou. Talvez eu mude de opinião no futuro. Se eu voltar numa outra época do ano quando a cidade esteja menos cinza e mais verde: quem sabe.
Ahhh... uma dica final: se você for enfrentar um vôo de mais de 5 horas, leva um sanduíche, uma pizza, algo que te enxa a barriga contigo no avião. Snacks não dão conta do serviço :)




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